Sob nova direção
Não, não é boteco: a Rosa Petry está em processo de transição de “carreira” :)
A Rosa Petry nasceu em janeiro como uma consultoria de SEO e GEO. Seis meses depois, ela nasce de novo - e a diferença entre as duas versões é, no fundo, a história do que eu fui entender nesse meio tempo.
Não teve UM momento de virada, foi meio que tudo ao mesmo tempo: um volume insano de conteúdo raso circulando nesse www, um debate sem fim sobre o que é SEO, GEO, AEO e qualquer outra sigla que inventam e desinventam como quem troca de roupa, uma ânsia quase infantil de "aparecer no ChatGPT" a todo custo, pesquisas e gráficos e índices e tabelas, todas gringas, gerando ainda mais nervosismo com o "como aplico isso aqui?" - e muito pouca conversa sobre o que tudo isso significa na prática.
Foi ficando claro que, antes de executar qualquer coisa, esse assunto pede entendimento. E que a minha vontade estava exatamente aí, no que eu já fazia por interesse genuíno, quase como por esporte: ler, pesquisar, testar, me irritar um pouco :) e organizar o que aprendo pra opinar com fundamento. Eu sou teimosa, sempre fui. Não arredo o pé de uma discussão, mas também não gosto de entrar nela sem argumentos.
Então é isso que a Rosa Petry passa a ser, depois desse banho de loja e de reconexão com meu mais genuíno interesse: curadoria, pesquisa e formação em GEO e SEO. Menos "contrata pra executar", mais "vem entender junto, e aí executa melhor, com quem quiser". Bora?
O que não mudou (nem vai)
Eu sempre brinquei que SEO é quase futebol: tem dois times que defendem com unhas e dentes "sua bola". Tem o time que persegue checklists, boas práticas, novos "hacks" descobertos para "ganhar" o algoritmo; e tem o time que, como eu, acredita que tem mais a ver com fazer para pessoas, não para máquinas.
Nada contra checklists, longe de mim - até tenho os meus, mas sempre acreditei que se eu olhasse pro conteúdo e concluísse "isso é realmente importante pra alguém"; se eu olhasse pro site com o critério de "eu me irritaria ao navegar aqui?"; ou se eu olhasse pro código e pensasse "mais organizado que a geladeira com prateleiras de crochê da minha avó"; seria o suficiente pra ter um SEO bem feito. E mesmo agora - principalmente agora - continua sendo sobre pessoas: precisamos falar com alguém que se identifique e se conecte com a gente, porque se quase todo o resto a gente já delega pra IA fazer, o que sobra?
É por isso que, pra mim, intenção vale mais que volume. E intenção é entidade e contexto: clareza sobre o que a marca é, e presença nos lugares onde ela realmente importa - mesmo sabendo que isso muda com o tempo, porque a gente muda o tempo todo. Ainda bem.
É por isso, também, que mesmo agora, com o barulho sobre "rankear nas IAs", eu não virei a casaca pro time que embarca na linha de produção do SEO - aquele vaivém que fez tanta gente boa correr atrás do próprio rabo.
A meta keywords era obrigatória, até o Google admitir, em 2009, que a ignorava.
O rel=author era "o futuro da busca" em 2011 e foi aposentado em 2014.
Guest post era estratégia, até o próprio Google decretar o velório, também em 2014.
O AMP era prioridade absoluta em 2016; deixou de ser em 2021.
O Core Web Vitals chegou anunciado como revolução; hoje o Google o descreve como critério de desempate.
Quinze anos disso.
Quando o interesse sempre foi gente, esse pêndulo não assusta: buscadores e IAs trabalham, cada vez mais, pra entregar a melhor resposta a quem pergunta. É tão simples quanto isso (mas não é fácil!). Os critérios e as práticas são meios que a tecnologia vai encontrando pra separar o joio do trigo, mas conforme a própria tecnologia evolui, é natural esperar que esse "checklist" vá reduzindo complexidade e generalismo.
O que sobra é a intenção por trás da marca. Se cuidou disso, tá feito. É atemporal.
O que eu quero construir
O que vem daqui pra frente é o que eu gostaria de ter encontrado pronto: pesquisas proprietárias por setor, com dados brasileiros - a primeira já está em campo, investigando o que faz uma marca ser citada, ou não, nas respostas das IAs. Mais visibilidade pra marcas nacionais e pequenas, que trabalham direito e merecem ser encontradas. Uma evolução no jeito de trabalhar de quem vive de busca: menos receita pronta, mais critério/raciocínio/estratégia - método, sim, pra ninguém ficar maluco. E, se tudo der certo, um mercado com menos espaço pra promessa vazia. Sim?
As quatro frentes da Rosa Petry existem pra isso: as Pesquisas, que já mencionei; o Radar, onde eu leio, testo e comento o que aparece por aí - a ideia é ser filtro, pra ajudar a reduzir o barulho; as Vozes, especialistas escrevendo sob curadoria editorial, porque ninguém é uma ilha (e é bom demais trocar ideia com gente de verdade); e a Formação, pra times e profissionais de marketing e conteúdo que querem aprender mais com o meu jeito de fazer SEO/GEO.
A casinha segue sendo este site que vos fala, mas você pode ter tudinho de mão beijada assinando a Cite a Fonte, a newsletter da Rosa Petry lá no LinkedIn.
Por aqui, o compromisso é escrever com fundamento - e com "ainda não sei" quando for o caso. Do jeito que esse assunto merece. :)
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Escrevo com opinião, com dados e com intenção - e os artigos chegam até você pela Cite a Fonte, a newsletter da Rosa Petry no LinkedIn.


